terça-feira, 28 de outubro de 2008

Anchovas ao creme de mandioquinha

Desde que a primavera chegou a chuva foi companheira fiel aqui em Floripa, clima propício para degustações memoráveis que nossa cozinha não cansa de testar.
Essa receita é uma feliz combinação do Creme de Mandioquinha com o toque inconfundível da exuberante Anchovas.
Ingredientes:
- 1 kg de Anchovas ( postas)
-800 g de Mandioquinha
-1 vidro pequeno leite coco
-20 g de manteiga extra temperada
Modo de preparo:
Tempere as postas e leve ao forno por 25 minutos. Cozinhe as mandioquinhas no vapor. Em seguida leve uma panela de ferro ao fogo, assim que esquentar, adicione o leite coco até ponto de fervura. Retire do fogo e vá incorporando as mandioquinhas amassadas previamente. Acrescente a manteiga, acerte o sal e pimenta. Incorpore esse creme as postas e retorne ao forno por 15 minutos.
Para harmonizar optamos pelo espumante da Vinícola Panceri, que utilizou somente as uvas Chardonnay, de forte aroma floral com toques de especiarias e amêndoas, apresentando cor amarelo-esverdeado e com perlagem de borbulhas finas e persistentes. O vinho base do qual este espumante foi elaborado é proveniente dos vinhedos de altitude da Serra do Marari-SC. O lado bom dos espumantes é a versatilidade nas harmonizações, harmonizam tanto com queijos, massas, risotos, frutos do mar, doces, tortas...enfim até onde vai sua imaginação. Vale lembrar a temperatura ideal do serviço, entre 6 à 8 graus. Querem companhia mais agradável para brindarem a chegada do ano novo????



sábado, 18 de outubro de 2008

Vinícola Sanjo

Até bem pouco tempo quando se falava em vinhos no Brasil a grande referência era o Rio Grande do Sul, mas nos últimos dez anos esse referencial vem sendo deslocado para novas regiões. Há 35 anos Santa Catarina iniciou suas pesquisas com as variedades Vitis Viníferas, inicialmente centrado nas variedades Merlot, Riesling e Cabernet Sauvignon. Na década de 80 a EMPASC (Empresa de Pesquisa Agropecuária), criou a Cantina Modelo da Estação Experimental de Videira que em parceria com o Sindicato das Indústrias do Vinho de SC, foram os responsáveis pela introdução e difusão das técnicas de desenvolvimento com porta-enxertos, sistemas de condução e produção de vinhos finos.
No final da década de 90, a Epagri apresenta os primeiros resultados das pesquisas nas regiões de alta altitude, encabeçadas inicialmente por São Joaquim, a 1400 m acima do nível do mar. À partir de 2000 novas regiões de altitude vieram se juntar a nova onda, como Água Doce, Campos Novos, Serra do Marari, entre outros, que hoje somam mais de 300 hectares de vinhedos plantados.
Os vinhos indicados abaixo podem ser adquiridos diretamente na Cooperativa Sanjo, fundada em 1993 por um grupo de imigrantes Japoneses e descendentes que se fixaram em São Joaquim-SC atraídos pela excelência do clima que atende tanto a produção de maçãs quanto a emergente plantação de uvas viníferas, iniciada em 2002. Inicialmente a Sanjo centrou seus vinhedos nas variedades Cabernet Sauvignon e hoje já colhe os excelentes resultados da primeira safra, conquistando alguns prêmios e elogios da crítica especializada. As áreas escolhidas para implantação de seus vinhedos respeitam uma altitude mínima de 1000m, com sistema de condução baseado em espaldeiras, com baixa produção e garantia de alta qualidade dos frutos, proporcionados por um terroir distinto. As condições climáticas propiciam uma maturação das uvas mais lenta e controlada expressando em grande concentração de cor e açúcar, caracterizando os vinhos com aromas mais finos e delicados.
A Sanjo não poupou investimentos em tecnologia, com adoção de tanques de aço de inox com temperatura controlada, além de importar da Itália modernas caves de controle de umidade e temperatura.Todos os cachos são selecionados e os vinhos amadurecem em barris de carvalho de primeiro uso, resultando em vinhos de elevado teor alcóolico mas de taninos macios, que vem despertando e aguçando a curiosidade de enólogos e enófilos por onde são apresentados.
Possui atualmente 4 rótulos no mercado que são: Núbio Tinto, Núbio Rosé, Nobresse Cabernet Sauvignon e Maestrale Cabernet Sauvignon. Em fase de lançamento possui também o Sauvignon Blanc 2007. O Maestrale foi selecionado recentemente para compor a carta de vinhos de eventos oficiais do Palácio do Planalto, mostrando que a Cooperativa com mais de 30 anos de existência não só é referência na produção de maçãs, mas hoje com seus 200 hectares de plantação de uvas é novo referencial de qualidade na produção de vinhos de altitude, com apelo deferenciado baseado em tecnologia que resulta em vinhos estruturados e aromas frutados.





























terça-feira, 14 de outubro de 2008

Magret de Canard

Há tempos vinha pedindo umas receitas para minha chef predileta, Jacqueline Palomino, a nossa querida Jajá, que está morando em Bruxelas desde 2003. Não por acaso a mesma cidade responsável pela formação gastronômica de nosso badalado chef Alex Atala. Essa receita, gentilmente enviada por ela, mostra o quanto esses anos de Bélgica, por mais que tenham sido duros, vem contribuindo para ampliação de seus horizontes gastronômicos. Enquanto planeja a volta ao Brasil, está se dedicando atualmente no aperfeiçoamento das técnicas da cozinha Francesa e Mediterrânea, que certamente abrirão as portas para empreitada que pretende trilhar no retorno ao Brasil, com previsão para final de 2009.
Para harmonizar a iguaria, optamos pelo tinto seco Innominabile,
da Villagio Grando, um vinho que traduz a nova era dos vinhos brasileiros. Esse vinho é uma assemblage com vitis viníferas das safras de 2005 e 2006 de Herciliópolis-SC, com passagem por 180 dias em barricas novas de carvalho françês, num corte de 5 varietais, elaborado pelo enólogo Sr. Jean Pierre Rosier. Um vinho produzido em pequeno lote, que reserva grandes surpresas para os amantes de vinho, numa experiência inesquecível só comparados a grandes vinhos de guarda.
Ingredientes:
- 1 kg de Magret de Canard ( filé de pato)
-Sal e pimenta do reino à gosto
-Azeite o quanto baste
Para o molho:
- 4 figos maduros
- 1 colher de manteiga
-1 pinça de pimenta defumada( caso não tenha, substitua por outra)
-1 pinça de açúcar
-1 lata de creme de leite
-1/2 taça de vinho branco
Modo de preparo:
Tempere os filés com sal e pimenta do reino. Passe-os em seguida no azeite até ponto desejado.
Modo de preparo do molho:
Corte os figos em 4, coloque para refogar na manteiga e pimenta defumada, em seguida adicione o vinho branco, uma pitada de açúcar, um pouco de sal. Deixe ferver por uns quinze minutos, desligue o fogo e coloque o creme de leite.
Grand Place, a mais bela praça da Europa











Degustador oficial e anjo de guarda da Chef/ orgulho da mamy( Pedro, Ju eVitória)









Jaqueline em momento romântico em visita a Bruges e rolé em Barcelona.








Bosque em frente de casa...que delícia de neve..brbrbr

















Parada para pose durante curso /// Jantar de aprimoramento de novas técnicas gastronômicas

sábado, 11 de outubro de 2008

Almôndegas ao alho poró















Sempre quando sinto saudades da casa de minha querida maezinha vou para cozinha e tento recriar algumas de suas receitas. Claro que dou um toque pessoal mas ela continua sendo minha grande referência e fonte de inspiração, pois nunca encontrei nenhum chef que consegue com ingredientes simples fazer verdadeiros banquetes. Essas almôndegas são perfeitas para acompanhar um fetuccini ou simplesmente uma mandioca, como costumamos fazer lá em Goiás.
Ingredientes:
-350 g de carne bovina moida ( patinho)
-150 g de carne suina ( lombo)
-tempero à gosto ( usei pasta de alho com sal e manjericão)
-3 tomates maduros
-1 cebola grande
-1 talo de alho poró
-1 taça de vinho branco
-1 taça de água
-pimenta do reino branca à gosto
-azeite à gosto
Modo de preparo:
Mande moer as carnes 2 vezes. Misture-as até se incorporarem, acrescente o tempero e faça bolinhas bem apertadas. O lombo dá a liga necessária, não necessitando acrescentar ovos e farinha de trigo. Em seguida refogue-as no azeite até mudarem de cor. Acrescente os tomates sem pele + cebolas + vinho + água. Deixe cozinhar nessa mistura por mais ou menos 20 minutos, dependendo da quantidade. Finalize com alho poró e pimenta branca.
Para acompanhar mais um vinho de altitude de São Joaquim, o Nobrese tinto Cabernet Sauvignon. Um vinho leve com forte expressão de amoras negras. De um final em boca persistente. Ideal para acompanhar carnes, queijos frescos e massas de molho branco.





D. Tidinha, sabe tudo de cozinha!

domingo, 5 de outubro de 2008

Morangos ao vinho















Hoje é dia especial, 05 de outubro 2008, dia de escolher prefeitos e vereadores numa festa democrática que definitivamente nos faz esquecer os 20 anos que vivemos de censura, perseguições, mortes, desaparecimentos....Vida longa para nossa Democracia!!!
Essa receita é para comemorar nossa redemocratização e nada melhor que servi-la harmonizando com uma deliciosa espumante demi-sec nacional.
Ingredientes:
-2 caixas de morangos
-2 xícaras de açúcar
-1 xícara de vinho tinto seco
Modo de preparo:
Leve ao fogo o açúcar com o vinho por 15 minutos. Em seguida adicione os morangos e deixe por mais 10 minutos. Ideal para acompanhar sorvetes, manjar, etc.
Mãe e filho exercendo dever cívico!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Lentilhas à Marcinha Cordeiro














Perfeita substituta do feijão, muitas vezes só lembradas nos rituais de passagem de ano...já guardei um patuá delas na carteira por anos e anos, que minha amiga Marcinha ensinou...Essa receita nasceu do casual, pois juntei as lentilhas em cozimento com sobras de fatias de copa defumada, numa perfeita sintonia!
Ingredientes:
- 500g de lentilhas secas
-1 cebola
-2 dentes de alho
-2 tomates
-1 pinça de pimenta do reino branca
-200g de alho poró
-2 folhas de louro
-250g de copa defumada
-azeite o quanto baste
Modo de Preparo:
Coloque as lentilhas de molho por 2 horas junto com as folhas de louro. Em seguida refogue no azeite o alho comum + alho poró + cebolas. Junte os tomates sem pele e deixe refogar por 8 minutos. Adicione as lentilhas, a copa cortada em fatias e junte 1/2 cálice de água. Acerte o sal e deixe-as cozinharem até ficarem macias.
A harmonização ficou por conta de um tinto Cabernet Sauvignon/2005 da Sanjo. É macio, com forte presença de aroma de frutas maduras e boa acidez. Um vinho prazeroso do início até o final, fazendo justiça a medalha de ouro conquistada no concurso realizado no restaurante Fasano-SP em prova de harmonização com o alimento.



"Olha as minhas meninas...." ( Marcinha, Renatinha e Marena)

domingo, 21 de setembro de 2008

Ostras à Josiane Lima














Contrariando as espectativas, a Paraolimpíada de Pequim terminou no ultimo dia 16 de Setembro de 2008, com um saldo de medalhas de fazer inveja a qualquer mortal sem deficiência. Recordes foram quebrados por atletas cada vez mais rápidos e os países mais pobres ( com delegações maiores), foram destaque com resultados bem mais expressivos que na Olimpíada. Segundo dados estatísticas da Organização Mundial de Saúde, dos 750 milhões de pessoas com deficiência no mundo, 80% deles vivem nos países ditos em desenvolvimento que não possuem uma política eficiente no combate a doenças como a poliomielite e um grande exército de amputados, vítimas do combate armado.
O Brasil apresentou a maior delegação de todas as competições anteriores e mesmo com as dificuldades enfrentadas pela maioria dos atletas, que não possuem patrocínio, conseguiu chegar em 9º lugar na competição, contra a apagada 23ª colocação da Olimpíada.
O Remo Adaptável foi destaque conquistando a medalha de bronze com a dupla Elton Santana/Josiene Lima, no skiff duplo misto( somente movimento de braço e tronco). Josiene Lima é filha de Florianópolis e grande promessa para a modalidade, mas confessa que tem dias que dá vontade de parar pela falta de incentivo.
De volta para casa e de posse da melhor campanha da história do Brasil nas Paraolimpíadas( 47 medalhas, sendo 16 de ouro), nossos paraatletas clamam por patrocinadores de forma a obterem ainda melhores resultados na próxima competição em Londres.
Recebemos nossas heroínas competidoras com um festival de ostras, regado com o delicioso vinho Núbio Rosé Cabernet Sauvignon, safra 2006, da Vinícola Sanjo, com fabricação de apenas quatro mil garrafas. Mais um vinho de altitude da região de São Joaquim-SC .
É um vinho que apresenta uma cor fascinante, róseo acinzentado, de aromas de cereja e afins, paladar refrescante, boa acidez e um final marcante.
Ingredientes:
- 4 duzias de ostras
-alho poró à gosto
-queijo parmessão
-1 colher de bacon
-1 cabeça de alho
-1 cálice de vinho
-azeite à gosto
Modo de preparo:
Leve as ostras já limpas em fogo alto por 10 minutos. Abra uma a uma com cuidado, retirando a carne e reservando a água. Repique a carne em pedaços pequenos. Passe um fio de azeite numa frigideira e adicione o bacon cortado em cubos bem pequenos. Em seguida adicione o alho picado, alho poró e o vinho, deixando por 4 minutos. Retorne a carne as conchas, adicione o queijo e leve para gratinar.














Josiane, Norma e D. Rosa em dia de homenagens.















Dupla de bronze: Josiene Lima e Elton Santana
















quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Vales da Uva Goethe

A região de Urussanga está situada no sul do litoral catarinense, a cidade foi fundada em 1878, tendo nos imigrantes os principais responsáveis pela colonização, introduzindo o dueto vinho e polenta no cotidiano das famílias locais, que em 1887 já produziam quantidade significativa de vinhos. O cultivo da uva foi introduzido nos vales de Urussanga graças ao trabalho árduo das famílias italianas que aqui se instalaram motivadas pela política de incentivo de imigrantes europeus implementada pelo Brasil Império e República. Os italianos aqui instalados eram na maioria do norte da Itália (Vêneto, Piemonte e Lombardia), trazendo com eles o conhecimento na fabricação de vinhos, gastronomia etc.
A uva Goethe é um híbrido de variedades européias e americanas com alta resistência fitossanitária, desenvolvida por Robert Staniford em fins do século XIX e introduzida na região no início do século XX por Giuseppe Caruso Mcdonald. Despontou desde o início, adaptando-se melhor que outras variedades aqui testadas, apresentando características específicas que nenhum outro lugar consegue reproduzir, sendo aclamada como uma uva típica de Urussanga.
Atualmente os produtores da Uva Goethe se uniram numa associação denominada PROGOETHE, que buscam apoiados na "tipicidade" da uva, o reconhecimento da qualidade e das características dos vinhos , por intermédio de uma Indicação Geográfica "Vales da Uva Goethe", garantia para o consumidor de qualidade, tipicidade, tradicionalidade, além de fomentar o enoturismo e valorizar o nosso vinho.
Em Outubro estaremos visitando as principais vinícolas de Urussanga. Aguardem fotos, receitas e dicas do melhor estilo italo-brasileiro de Urussanga para se conhecer!

domingo, 14 de setembro de 2008

Pernil Ilhéu















O folclore brasileiro é o resultado da nossa miscigenada influência(ameríndia, africana, européia). Nossas festas folclóricas costumam seguir o calendário religioso e aqui em Santa Catarina a festa do Divino Espírito Santo e a Farra do Boi, cultivadas há mais de 250 anos, são as de maior apelo popular. Antes de qualquer julgamento de manifestações populares de um povo, devemos ter em mente que são manifestações transmitidas de geração para geração, ressaltando a tradição e a cultura com elementos lúdicos, teatro, dança, música, etc. A Farra do Boi vem sendo perseguida por grupos de ecologistas desde a década de 80 que acabou culminando com sua proibição pelo Supremo em 1997. Acredito que uma lei de regulamentação da festa resolveria os excessos cometidos contra os animais, onde o boi seria só mais uma das atrações da festa, com shows, concursos de gastronomia tipica, etc.
Estivemos no último 06 de setembro de 2008 prestigiando a tradicional Festa do Divino Espírito Santo, em Santo Antônio de Lisboa. Nem a chuva atrapalhou a alegria da comunidade e visitantes, mostrando a força da tradição que perpetua nessas manifestações populares. O evento é uma misto de manisfestação religiosa e profana, com desfiles de animais, dança do Pau de Fita e muita animação! A experiência de viver numa ilha com menos de 500 mil habitantes ( Florianópolis), onde o estilo cosmopolita convive lado a lado com o bucolismo provinciano de muitos de seus balneários, é deliciosamente aproveitada com experiências gastronômicas, pesquisadas em costumes e festejos herdados da imigração açoriana do século XVIII que ainda resistem ao avanço da dita civilização.
A influência sofrida pela gastronomia de Santa Catarina é marcada pela diversificação. Várias cozinhas nos influenciaram com destaque para açoriana, alemã, italiana, ucraniana, entre outras.
Esse pernil que apresento hoje é fruto dessa pesquisa que harmonizamos com o delicioso Suzin - Cabernet Sauvignom 2006, num casamento quase perfeito. A Vinícoal Suzin com somente 10 hectares de vinhedos de uvas Merlot e Cabernet Sauvinon, está lançando exclusivas 2 mil garrafas de cada variedade de uva, fazendo sua estréia no mercado de vinhos de altitude de Santa Catarina.
De cara, aroma e cor intensos me fisgaram. Na boca foi ainda melhor, apresentando taninos macios, boa acidez, e um final longo. Um brinde a estreante vinícola que já na primeira safra nos brinda com vinhos tão redondos e fáceis de beber.
Ingredientes:
-2 kg de pernil
-2 dentes de alho
-4 folhas de louro
-azeite à gosto
-tempero à gosto, no meu caso usei pasta de alho + alecrim
-Pimenta à gosto
Modo de preparo: Tempere seu pernil com no mínimo 12 hs de antecedência. Corte o alho em quatro e injete em lados opostos na carne. Enrrole no papel alumínio e leve para assar em forno médio até ponto desejado. Mais ou menos uma hora e meia, dependendo do forno.


























quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Tão perto do céu.......

Na última Expovinis, realizada em São Paulo, a grande novidade foram os vinhos de altitude de Santa Catarina, apresentados por produtores com perfil inovador mostrando que vieram unir forças com as regiões já produtoras do Rio Grande do Sul, consolidando um novo Pólo do Vinho Nacional. As variedades já testadas com sucesso no planalto catarinense surpreendem pela potência e equilíbrio dos ditos "vinhos do céu". O que esses vinhos de altitude do Sul do Brasil tem? Cultivados entre 900m e 1400m acima do mar esses vinhedos experimentam condições climáticas particulares, onde as baixas temperaturas facilitam o deslocamento do ciclo vegetativo, retardando a brotação e o amadurecimento. Condição que lhes permite usufruir de uma maior amplitude térmica no período de maturação( dias relativamente quentes e noites frias). Além de proporcionar uma colheita em período (meados de Abril) , onde historicamente os índices de pluviosidade são baixos, o que permite uma maturação fenólica mais completa e tão determinante na qualidade dos vinhos. Dominam nessas regiões as variedades francesas, Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay, experimentalmente estão sendo testadas variedades espanholas, italianas e portuguesas. No Rio Grande do Sul se destaca a região de Campos de Cima da Serra, com o projeto R.A.R. do empresário Raul Random e o ousado projeto da Villa Francione, em São Joaquim-SC.
De produtora de maçãs e pêssegos, Santa Catarina se transforma em forte produtora de uvas finas e vinhos de qualidade, fato que motivou a criação da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude ( ACAVITS), que já conta desde sua criação, em 2005, com 35 empreendimentos e por volta de 160 produtores das regiões de São joaquim, Caçador, Campos Novos, num total de 300 hectares de uvas viníferas em produção no estado. Essas novas regiões já nos brindam com vinhos bastante equilibrados.
Nos últimos 10 anos o cenário vinícola do Brasil se transformou, deixamos de ser dominados pelas multinacionais, e as Coooperativas passaram a reunir os produtores independentes até então meros fornecedores de uvas. Assistimos o surgimento de grupos que hoje lideram o mercado como Miolo, Dal Pizzol, Perini, Cave de Amadeu, Don Laurindo, Villa Francione, entre outras.
Quer mais motivos para degustar nossos brazucas????